
Ganhei este selo da Mulher de 30 (dá uma olhada no link aqui embaixo), um blog que eu sempre procuro acompanhar e que me incluiu na lista de blogs a serem recomendados, pelo que fiquei muito surpreso e muito agradecido, sabe? Vindo de alguém que na minha opinião escreve tão bem, é um elogio e tanto.
Engraçado esta história de blog, né? Eu comecei este blog aqui meio que assim por falta do que fazer, meio que por pura vontade de escrever, e fui escrevendo, escrevendo... a verdade é que quando eu escrevo, é mais como se fosse um papo comigo mesmo MESMO, eu escrevo pra mim e sem pensar muito em quem vai ler. Acho que às vezes escrevo mais do que deveria, tenho escrito ultimamente coisas muito pessoais, muito íntimas até, e acho que se continuar assim por mais um tempo vou ganhar fama de lavadeira, o que para um carinha de 36 anos como eu, gay, enxuto, e querendo estar de bem com a vida, não é fama muito boa, deveria pegar os meus óculos de sol e pegar mais leve com a vida, mas sei lá, eu gosto de escrever aqui, aqui extravaso todas as minhas mágos, dúvidas, medos, rancores, esperanças, a vida parece que fica mais fácil depois que eu termino um texto.
De repente é falta de amizade. Eu tenho que confessar que às vezes me faz uma falta danada ter alguém por perto com quem eu pudesse conversar na minha própria língua. Ter que falar sempre em inglês, francês, às vezes até mesmo holandês, cansa um pouco no final. Às vezes eu sinto bastante falta dos meus amigos brasileiros, na Holanda e no Brasil, com quem eu posso conversar em bom português sobre tudo o que me acontece. L, um amigo meu brasileiro que mora em Barcelona, é uma pessoa de quem sinto falta, a gente quase não se vê, mas eu tenho uma confiança enorme nele, é uma das poucas pessoas com as quais eu consigo conversar sobre quase tudo, acho que também pelo fato dele ser gay como eu, pensar como eu, a gente se entende muito bem. Grande amigo.
Assim como no orkut, eu às vezes esqueco que este blog é público, que talvez é lido por mais gente que deveria. Eu basicamente conto com a leitura dos meus amigos, aqueles que eu já conhecia antes, e aqueles que eu conheci por aqui, porque são em todo caso aqueles que me acompanham sempre, que sabem quem eu sou e que me entendem, e que não levam as minhas palavras a mal, não me julgam nem me criticam, apenas procuram me entender. Mas infelizmente, imagino que há gente lendo o meu blog, que não é meu amigo, que não me conhece, e que se estiver mal intencionado, vai usar as minhas palavras contra mim. É o risco que eu corro em me expor aqui. Eu acho apenas que é uma pena, que exista gente assim neste mundo. Se não é meu amigo real nem cibernético, se nem sequer me conhece nem sabe quem eu sou, porque perde o tempo me lendo aqui? Se não está satisfeito com o conteúdo, muda de página, dá um click, e eu sumo da sua vida. Por que criar caso, né? Já não temos todos problemas suficientes?
Aliás, acho que vou ter que censurar alguns posts, infelizmente. Neguinho está soltando fogo pra cima de mim, e eu como tenho medo mesmo de quem não sabe se controlar, prefiro amansar a fera. Só fico muito chateado de ter que escutar que são amigos meus que estão passando a bola, e eu fico achando, que se estão passando a bola assim deste jeito pra neguinho, então não são meus amigos de verdade. Ou então é neguinho mesmo que está variando outra vez. Enfim, pra bom entendedor meia palavra basta. Mas tudo bem, o que eu escrevo aqui, quando eu termino, para mim já é passado. O que vale é o presente. O post da vez.
E o presente vai bem, obrigado. Amanhã estou pensando em ir passar o final de semana em Amsterdam, acho que vou no sábado e volto no domingo, tenho o aniversário da filha de um casal de amigos, e como são mesmo muito amigos meus, sempre gosto de vê-los. Acho que vai me fazer muito bem sair daqui de casa, aqui está uma urucubaca só ultimamente. Não vejo a hora de me mudar... segunda feira vou visitar um apartamento.
De resto levando a vida, uma paquera surgindo de leve no horizonte, bem descompromissada, assim é que é bom, chega de drama na minha vida. Eu quero sol, eu quero viver, eu quero em volta de mim gente que me queira bem e não que me queira mal, eu quero gente descomplexada que de complexo já bastam os meus, quero gente que assuma os seus atos e não gente que tem vergonha de ser quem é. Eu posso ser ridículo às vezes, posso ser patético, posso ser lavadeira e posso ser banal, mas o importante é que eu permaneço fiel a mim mesmo, e não tenho vergonha de ser quem sou, não tenho vergonha de ser ridículo por amor porque amor é assim mesmo, e não tenho vergonha de viver a vida. Eu chuto o pau da barraca mesmo, meto o pé na jaca, dou vexame... e no final do espetáculo me levanto e vou embora, ou melhor, vou dormir, como agora.
Antes de terminar - passo o controle de qualidade adiante para todos os blogs que leio, todos estes que estão linkados aqui embaixo, porque não quero ser mal educado de citar um e não citar outro, e como eu gosto de todos mesmo, então eu recomendo todos. É ler e conferir.



1 comment:
Acho extremamente corajosa esta sua maneira de se ver e de se expôr, sem se preocupar com os outros, nem parecer ridículo. Apenas sincero e transparente, como qualquer pessoa de caráter deve ser.
Você está certíssimo! Vá em frente!
Post a Comment