
People… People who need People… are the luckiest people of the World…
A Barbra devia estar colocada quando cantou isso. Não é nada disso. People who need people are the unluckiest people of the World. People who don´t need people are the luckiest people of the World.People who need people are fucked up. People who don´t need people are free.
Gente, eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estou ficando cada vez mais chato. Cada vez mais anti-social, cada mais não ligando pra ninguém, cada vez mais pouco me importando com o sofrimento alheio ("à chacun sa merde", parece que este virou o meu motto ultimamente), cada vez mais "não estou nem aí" para o mundo. Eu estou um porre total, mais antipático e mal educado impossível. Não deixo ninguém chegar perto de mim. Não retorno ligações. Não dou o meu lugar pra ninguém no metrô. Não ofereço um drinque pra ninguém. Quando chego em casa, se estou cansado, vou direto do meu quarto, independente de ter convidados no terraço ou não. E o que é pior, eu estou gostando. Eu me adoro. Quanto menos eu sinto que eu preciso dos outros, mais eu sinto que gosto de mim mesmo.
Será que é o final de um ciclo? Um retorno às origens? Um recomeço? Uma pausa pra balanço? Um aprendizado? Eu sempre fui meio bicho do mato, desde criança. Eu era muito tímido e também muito desconfiado. Eu não ia com ninguém. Devo dizer também que eu sempre sofri de complexo de inferioridade, de insegurança e de baixa auto estima. Acho que foi devido à minha criação, eu fui praticamente abandonado pelos meus pais na minha infância, inclusive fui vítima de abuso sexual na escola e não tive a quem pedir socorro na época. Passei um ano inteiro tendo que masturbar um professor no final da aula. Eu tinha uns 10, 11 anos. Pois é, hoje em dia eu posso falar na boa disso, mas já me custaram muitas lágrimas. La Mala Educación, aquele filme deve ter atingido muito mais gente do que a maioria pensa. Tantos segredos guardados, tanta ferida mal curada. Tanta maldade inflingida.
Acho que isso me marcou muito, me feriu muito, e eu passei anos e anos tentando agradar todo mundo o tempo todo. Mas a vida é madrasta e o pior que a gente pode fazer consigo mesmo é tentar passar a vida inteira agradando aos outros. Porque você nunca consegue o que quer, só o contrário. Ao invés de carinho e atenção o que vem é abuso e oportunismo. Porque o bicho homem é ruim mesmo. 2 ruim e é ingrato, não sabe dar valor ao que é genuinamente bom. Depois ainda ousam dizer que eu sou pessimista. Eu não sou pessimista, eu sou realista. Este planeta está recheado de cafajestes.
Nossa, como eu já deixei me usarem na vida. Desde sempre. Dos colegas na escola para quem eu dava cola na hora da prova em troca de não ter que ser vítima de chacota mais uma vez. Dos trabalhos em grupo em que o trabalho todo era feito só por mim. Das meninas para as quais eu tentava ser o mais bonzinho possível, só para levar um fora na primeira oportunidade. Sempre procurando uma aceitação social que nunca veio. Eu era o mais inteligente da turma, mas era também o mais novo, o mais feinho, o mais desengonçado, o mais tímido, eu era um patinho feio. Eu sempre passava os intervalos de classe sozinho. Ninguém vinha conversar comigo.
E depois na vida adulta, deixei que me usassem no trabalho, deixei que me usassem nas relações, deixei que me roubassem, deixei que me humilhassem, deixei que me estuprassem. Fui literalmente ferrado, fodido e mal pago, em todos os níveis. Tudo em nome de um possível gesto de reconhecimento, a esperança de uma palavra de amor, de uma manifestação de apreço, afeto ou respeito. Nada disso veio. Fui chupado e jogado fora como uma laranja, aquela velha história. Dei tudo de mim, e fui preterido pelo que não deu nada. Eu deixei que me usassem até chegar à beira da minha destruição, eu me dopei, eu me droguei, eu me destruí. Mea culpa, minha própria culpa, eu e a minha tola e infantil necessidade de reconhecimento e de afirmação. Como eu fui um total idiota. A gente paga na vida um preço caríssimo pela nossa burrice.
E eis que eu cheguei no fundo do poço e eis que a vida nos derruba e nos carrega e eis que ainda que toscamente, consegui me reerguer, e continuar a tocar a minha vida, do jeito que for. Tenho minha casa, meu trabalho, meu namorado. Tenho muitos, muitos problemas, estou longe da felicidade absoluta, mas também tenho muitos motivos pra estar contente comigo mesmo. Eu sou uma pedra imbatível, o mundo pode me detonar dez mil vezes que eu cato os caquinhos e sigo em frente. Eu não sou vingativo, eu não perco tempo com isso, eu simplesmente sigo em frente. Vaso ruim não quebra. Mas fiquei absolutamente insensível em relação ao mundo. O meu desdém em relação à humanidade at large só não é maior porque o meu je m´en foutisme é ainda mais forte.
Eu não quero mais saber se vou ser antipático ou não, se vou fazer feio ou não, se A, B ou C vai ficar chateado comigo porque eu não dei boa noite, porque eu não fui à festa, porque eu não telefonei (parte fundamental da minha chatice, eu ODEIO telefone), porque eu não desci do meu quarto pra fazer aquela social básica, porque eu não fiz o que esperavam de mim. Não fiz nem vou fazer mais, pronto. Acabou a festa, acabou o oba-oba, acabou a usura. Eu sou mais eu. EU, EU, EU. Eu faço o que eu quero, quando eu quero, se eu quero. Quem quiser gostar de mim como EU sou, chato e antipático e antisocial, ótimo. Quem não quiser, pode ir saindo, ciao, vai com Deus, vai pela sombra, tá? . Já tenho a minha cota de amigos verdadeiros, aqueles que ficaram ao meu lado durante a tempestade, já sei quem são, são poucos mas são de verdade. Não preciso dos demais, acquaintances e afins é algo que já não faz mais parte da minha vida, vai passando por favor, no loitering please, no trespassing neither, please don´t touch anything, ok? Just go, please, go. Go. Thank you.. Ah, como é bom chegar em casa e me sentir em paz. Pobre de M que tem que lidar com a minha chatice, ele que é tão gregário e social, ele que entende Barbra tão bem, ele que needs people so much, ter que me aguentar todo dia, eu e a minha chatice, deve ser prova de amor mesmo. Grande M, I love you, even though you too suck at times. But I suck too… yep, nobody´s perfect. Pena pra ele que eu estou mais pra Gloria Gaynor mesmo – I am what I am.
A Barbra devia estar colocada quando cantou isso. Não é nada disso. People who need people are the unluckiest people of the World. People who don´t need people are the luckiest people of the World.People who need people are fucked up. People who don´t need people are free.
Gente, eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu estou ficando cada vez mais chato. Cada vez mais anti-social, cada mais não ligando pra ninguém, cada vez mais pouco me importando com o sofrimento alheio ("à chacun sa merde", parece que este virou o meu motto ultimamente), cada vez mais "não estou nem aí" para o mundo. Eu estou um porre total, mais antipático e mal educado impossível. Não deixo ninguém chegar perto de mim. Não retorno ligações. Não dou o meu lugar pra ninguém no metrô. Não ofereço um drinque pra ninguém. Quando chego em casa, se estou cansado, vou direto do meu quarto, independente de ter convidados no terraço ou não. E o que é pior, eu estou gostando. Eu me adoro. Quanto menos eu sinto que eu preciso dos outros, mais eu sinto que gosto de mim mesmo.
Será que é o final de um ciclo? Um retorno às origens? Um recomeço? Uma pausa pra balanço? Um aprendizado? Eu sempre fui meio bicho do mato, desde criança. Eu era muito tímido e também muito desconfiado. Eu não ia com ninguém. Devo dizer também que eu sempre sofri de complexo de inferioridade, de insegurança e de baixa auto estima. Acho que foi devido à minha criação, eu fui praticamente abandonado pelos meus pais na minha infância, inclusive fui vítima de abuso sexual na escola e não tive a quem pedir socorro na época. Passei um ano inteiro tendo que masturbar um professor no final da aula. Eu tinha uns 10, 11 anos. Pois é, hoje em dia eu posso falar na boa disso, mas já me custaram muitas lágrimas. La Mala Educación, aquele filme deve ter atingido muito mais gente do que a maioria pensa. Tantos segredos guardados, tanta ferida mal curada. Tanta maldade inflingida.
Acho que isso me marcou muito, me feriu muito, e eu passei anos e anos tentando agradar todo mundo o tempo todo. Mas a vida é madrasta e o pior que a gente pode fazer consigo mesmo é tentar passar a vida inteira agradando aos outros. Porque você nunca consegue o que quer, só o contrário. Ao invés de carinho e atenção o que vem é abuso e oportunismo. Porque o bicho homem é ruim mesmo. 2 ruim e é ingrato, não sabe dar valor ao que é genuinamente bom. Depois ainda ousam dizer que eu sou pessimista. Eu não sou pessimista, eu sou realista. Este planeta está recheado de cafajestes.
Nossa, como eu já deixei me usarem na vida. Desde sempre. Dos colegas na escola para quem eu dava cola na hora da prova em troca de não ter que ser vítima de chacota mais uma vez. Dos trabalhos em grupo em que o trabalho todo era feito só por mim. Das meninas para as quais eu tentava ser o mais bonzinho possível, só para levar um fora na primeira oportunidade. Sempre procurando uma aceitação social que nunca veio. Eu era o mais inteligente da turma, mas era também o mais novo, o mais feinho, o mais desengonçado, o mais tímido, eu era um patinho feio. Eu sempre passava os intervalos de classe sozinho. Ninguém vinha conversar comigo.
E depois na vida adulta, deixei que me usassem no trabalho, deixei que me usassem nas relações, deixei que me roubassem, deixei que me humilhassem, deixei que me estuprassem. Fui literalmente ferrado, fodido e mal pago, em todos os níveis. Tudo em nome de um possível gesto de reconhecimento, a esperança de uma palavra de amor, de uma manifestação de apreço, afeto ou respeito. Nada disso veio. Fui chupado e jogado fora como uma laranja, aquela velha história. Dei tudo de mim, e fui preterido pelo que não deu nada. Eu deixei que me usassem até chegar à beira da minha destruição, eu me dopei, eu me droguei, eu me destruí. Mea culpa, minha própria culpa, eu e a minha tola e infantil necessidade de reconhecimento e de afirmação. Como eu fui um total idiota. A gente paga na vida um preço caríssimo pela nossa burrice.
E eis que eu cheguei no fundo do poço e eis que a vida nos derruba e nos carrega e eis que ainda que toscamente, consegui me reerguer, e continuar a tocar a minha vida, do jeito que for. Tenho minha casa, meu trabalho, meu namorado. Tenho muitos, muitos problemas, estou longe da felicidade absoluta, mas também tenho muitos motivos pra estar contente comigo mesmo. Eu sou uma pedra imbatível, o mundo pode me detonar dez mil vezes que eu cato os caquinhos e sigo em frente. Eu não sou vingativo, eu não perco tempo com isso, eu simplesmente sigo em frente. Vaso ruim não quebra. Mas fiquei absolutamente insensível em relação ao mundo. O meu desdém em relação à humanidade at large só não é maior porque o meu je m´en foutisme é ainda mais forte.
Eu não quero mais saber se vou ser antipático ou não, se vou fazer feio ou não, se A, B ou C vai ficar chateado comigo porque eu não dei boa noite, porque eu não fui à festa, porque eu não telefonei (parte fundamental da minha chatice, eu ODEIO telefone), porque eu não desci do meu quarto pra fazer aquela social básica, porque eu não fiz o que esperavam de mim. Não fiz nem vou fazer mais, pronto. Acabou a festa, acabou o oba-oba, acabou a usura. Eu sou mais eu. EU, EU, EU. Eu faço o que eu quero, quando eu quero, se eu quero. Quem quiser gostar de mim como EU sou, chato e antipático e antisocial, ótimo. Quem não quiser, pode ir saindo, ciao, vai com Deus, vai pela sombra, tá? . Já tenho a minha cota de amigos verdadeiros, aqueles que ficaram ao meu lado durante a tempestade, já sei quem são, são poucos mas são de verdade. Não preciso dos demais, acquaintances e afins é algo que já não faz mais parte da minha vida, vai passando por favor, no loitering please, no trespassing neither, please don´t touch anything, ok? Just go, please, go. Go. Thank you.. Ah, como é bom chegar em casa e me sentir em paz. Pobre de M que tem que lidar com a minha chatice, ele que é tão gregário e social, ele que entende Barbra tão bem, ele que needs people so much, ter que me aguentar todo dia, eu e a minha chatice, deve ser prova de amor mesmo. Grande M, I love you, even though you too suck at times. But I suck too… yep, nobody´s perfect. Pena pra ele que eu estou mais pra Gloria Gaynor mesmo – I am what I am.
People, esta infinita porção de stress.



4 comments:
ALELUIA! Finalmente!
Parabéns, chéri - pode não parecer, mas vc deu um grande passo adiante. Não tente agradar aos outros - se vc não está contente, não vale nada. E sim, quem gosta de vc gosta de qualquer jeito - de bom ou mau humor, grosso ou fino. Quem não estiver satisfeito, a porta da saída é cortesia da casa...sempre funcionou pra mim.
Beijo!
vc está virando BELGA!!!
ô povinho !!! hehehehe
e adoro o titulo de seu blog...
caramba, curto e grosso hein?!! ou melhor, nem tão curto assim porque você escreve à bessa, rsrsrs.
mas eu entendo muito do que você está falando, porque também sempre tive uma necessidade enorme de agradar a gregos e troianos e sempre me dei mal com isso. até que um dia a gente roda a baiana e diz chega. e a vida fica mais leve (e nós talvez mais antipáticos mas que se dane!!!) No final das contas, é uma mera questão de sobrevivência: EU, EU e EU.
De resto, é o que você tão bem disse: Já tenho a minha cota de amigos verdadeiros, aqueles que ficaram ao meu lado durante a tempestade, já sei quem são, são poucos mas são de verdade. (eu mesma sempre preferi qualidade à quantidade)
beijos...
People who need people are the unluckiest people of the World. People who don´t need people are the luckiest people of the World.
Eu atualmente só preciso de uma pessoa neste mundo, afinal estou apaixonada que é uma beleza!
hehehe ;-)
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