
Minha irmã me lançou um meme outro dia que pelo jeito eu ainda não terminei. Eu nem sequer sabia o que era esta história de meme, então tive que ir me inteirar a respeito. Minha amiga A (de novo você, grande maga A) deu uma boa explicação em seu blog Cattitudes and Confessions (veja o link abaixo), e minha irmã (do blog "Tudo o que eu aprendi", link abaixo também) completou explicando que o objetivo principal seria a pura interação entre blogueiros e a divulgação de seus sites. Bom, devo confessar que os chamados "assuntos da blogosfera" não me interessam muito. Egoisticamente, eu escrevo o meu blog para o meu puro prazer e sem qualquer intenção mediática (individualista, eu?). Se meus amigos e familiares lêem e gostam, é para mim sem dúvida gratificante (quem não gosta de saber que está sendo ouvido, e talvez finalmente entendido?), mas não tenho muita vontade de sair por aí divulgando os meus textos. Se quiserem fazer isso por mim, agradeço de antemão, porque se for depender de mim, vai demorar.
Enfim, a brincadeira consistia em copiar a quinta frase da página 161 do livro mais próximo. Já fiz isso, relatei em um post de uma semana atrás que o livro mais próximo era a "Trilogia de Nova York" de Paul Auster, e a frase em questão era a última frase de um capítulo, e nela o personagem principal dizia que ia procurar um lugar para dormir, ou algo assim. Lá vai a frase mais uma vez:
"Atravessou para o outro lado da rua, encontrou um sítio num beco estreito e instalou-se para passar ali a noite."
Bom, isso eu já tinha feito, mas aparentemente a minha missão estava incompleta porque a minha irmã me deixou um comentário dizendo que eu ainda tenho que escrever um post a respeito do meme, e repassar o dito cujo para outras 5 pessoas. Bom, o post está aqui. Agora, ao invés de passar a brincadeira adiante para cinco pessoas específicas, prefiro deixar em aberto, para quem quiser participar. Eu não sou muito chegado em brincadeiras de corrente, por mais bem intencionadas que sejam, porque a gente sempre acaba forçando alguém a fazer algo que ele/ela talvez não queira ou não tenha tempo. Sempre evito ao máximo entrar em correntes, e quando passo algo é porque fui tomado pela superstição. Não quero ter esta responsabilidade toda, ainda que seja a título de brincadeira. Como já percebi que a maioria das pessoas que interagem comigo aqui no blog já participaram do meme em questão, então vou deixar assim, ao ar, para que algum leitor novo, se é que ele existe, tome as rédeas da coisa e siga em frente com a brincadeira. Boa sorte, caro leitor.
Este na verdade não foi o primeiro meme com o qual eu me deparei aqui nesta coisa chamada blogosfera. Outro dia, lendo o blog da Mulher de 30 anos (veja o link ao lado… e a propósito – e A já vai reclamar que eu estou me desculpando de novo - , desculpem-me por favor de não estar criando os devidos hiperlinks e preguiçosamente empurrando o leitor para a tabelinha de blogs ao lado, mas eu sou mesmo preguiçoso, não tenho as manhas de ficar criando hiperlink aqui), encontrei outro desafio, deixado assim também, em aberto, para quem quisesse responder. É para contar oito coisas da minha vida que ninguém saiba ainda. Olha,meme difícil esse. A maioria das coisas da minha vida já são públicas, se alguém ainda não sabe é apenas porque está mal informado. E as coisas secretas são secretas porque eu assim as quero. Há coisas de minha vida que ninguém sabe, ou quase ninguém, e vão continuar não sabendo, porque eu nunca vou contar, he he he.
Então deixa eu pensar em oito coisas que possam ser divulgadas mas que estejam no limbo da minha biografia…
1 – Tem alguém aí que ainda não sabe que eu morei na Califórnia quando era criança? Foi em Anaheim, perto de Los Angeles, eu tinha entre 11 e 12 anos, e morei lá por alguns meses junto com minha irmã e com minha mãe, na época casada com um americano. Passei o dia de Natal de 1982 na Disneyland e me lembro que foi o dia mais feliz da minha vida de criança.
2 – Eu cheguei a frequentar aulas do primeiro ano dos cursos de Jornalismo, Administração de Empresas, e até mesmo Arquitetura. Alguém ainda não sabia disto? Eu me formei em Belém em Direito, embora quisesse fazer Arquitetura. Depois me arrependi, mas por pressão da família decidi terminar o curso. Anos depois, já morando em São Paulo, me matriculei no curso de Administração da Mackenzie, mas não gostei e larguei; depois me matriculei no curso de Jornalismo da Cásper Libero mas não consegui conciliar com o trabalho e larguei também. Por final tentei Arquitetura na São Judas Tadeu, fui aceito no curso e frequentei a primeira semana de aulas, mas me senti tão deslocado no meio de todos aqueles adolescentes cheios de fórmulas ainda fresquinhas na cabeça que desisti. Ah, também fiz um ano de Hotelaria na FAAP e mais um ano de fotografia na Escola Panamericana de Artes. Também deixei. Só depois disso que eu resolvi ir fazer mestrado na Holanda. Até hoje me arrependo de não ter cursado Arquitetura.
3 – Eu tenho ascendência holandesa, embora não tenha como precisar. O meu bisavô paterno era filho de um marinheiro holandês, que passou pelo Brasil no final do século XIX e engravidou a minha tataravó. Sim, o meu bisavô materno era filho bastardo. Isto foi um segredo de família até que algum tempo atrás minha avó me confessou que esta era na verdade a mais provável explicação para a nossa origem holandesa, sempre alardeada, mas nunca comprovada. E quem vê a minha avó não duvida, com seus olhos verdes e seus cabelos claros, ela é uma holandesinha perfeita.
4 – O meu sobrenome paterno, Fontelles, é de origem catalã. Eu um dia resolvi fazer uma pesquisa a respeito e encontrei uma série de informações já compiladas por um primo pernambucano, às quais adicionei outros achados. Assim sendo, os Fontelles do Brasil são descendentes de um certo Manoel Fontelles, vindo de Portugal em 1687. Mas na origem o nome é catalão, mais provavelmente da região da cidade de Lleida (Lérida), único lugar onde se encontram "Fontelles" com uma certa regularidade. Há também uma caverna em Ibiza chamada de Ses Fontelles. E para quem não sabe, o último presidente do Parlamento Europeu (antes do atual), Josep Borrell, catalão, é na verdade Josep Borrell Fontelles.
5- O meu nome de família materno, Lobo, é inventado. Lobo era o apelido do meu tataravô, que trocou de nome (originalmente Machado ou Menezes ou Barros) para fugir da perseguição da família em Portugal, que estava atrás do seu dinheiro. Segundo o meu falecido avô materno a nossa família em Portugal era de origem aristocrática mas falida, e o meu tataravô era o único que ainda tinha posses. Mas isso eu não sei se é verdade ou sonho de uma noite de verão do meu avô. Também pouco me importa, fica a anedota.
6 – O meu signo solar é Touro, o meu ascendente é Peixes e eu tenho a Lua em Virgem. Isso deve explicar o porquê de eu ser tão teimoso, ranzinza e crica, ou seja, um chato perfeito, que nunca está plenamente satisfeito com nada. Verdade seja dita: eu me identifico plenamente com todas as caracterizações feitas sobre o signo de Touro. Ah, e eu sou o javali no horóscopo chinês, embora não saiba bem o que isso significa.
7 – Eu não sou nem um pouco romântico e sou avesso a qualquer forma declarada de romantismo, não tem muito a ver comigo. Detesto manifestações públicas de afeto. M reclama que na nossa relação eu é que sou o alemão, tamanha a minha frieza. Mas já fui o objeto de ações totalmente românticas no passado: já tive alguém me esperando com um bouquet de flores em um aeroporto, já tive um caminho de pétalas traçado para mim desde a porta do apartamento onde eu estava até a mesa com o meu bolo de aniversário e já recebi declarações de amor ao pôr do sol, na beira da praia. E inversamente, também já escrevi uma carta de amor de 64 páginas. Foi uma relação curta, mas foi pra lá de intensa. Terminou mal, como terminam todas as histórias deste tipo. Mas hoje, passados quase 10 anos, posso dizer que foi-se o rancor, e ficaram as boas recordações.
8 - Para a lista das revelações picantes (e tem mesmo alguém aí que ache isto picante???): o lugar mais inusitado em que eu já transei foi… um pasto na Inglaterra, a uns 50 km ao sul de Londres e a uns 50 metros das vaquinhas mais próximas. Simplesmente porque estávamos tão cheios de tesão um pelo outro que não conseguimos esperar até chegar na cidade. Foi ali mesmo. Paramos o carro, atravessamos a cerca, estendemos uma toalha... e mandamos ver. E foi bom (e quem disse que os ingleses não dão conta do recado...?). Acho que as vaquinhas gostaram do show inusitado, porque elas ficaram nos olhando o tempo todo. Aliás, devo dizer que sempre me senti atraído pelo "contato com a natureza": posso incluir na minha lista um parque nacional na Holanda, uma praia na Bahia, um rochedo na Grécia e um lago na Alemanha, entre outros…
Bom, está completa a minha lista. Será mesmo que tudo isso é do interesse de alguém? Eu desconfio seriamente que não.
Enfim, a brincadeira consistia em copiar a quinta frase da página 161 do livro mais próximo. Já fiz isso, relatei em um post de uma semana atrás que o livro mais próximo era a "Trilogia de Nova York" de Paul Auster, e a frase em questão era a última frase de um capítulo, e nela o personagem principal dizia que ia procurar um lugar para dormir, ou algo assim. Lá vai a frase mais uma vez:
"Atravessou para o outro lado da rua, encontrou um sítio num beco estreito e instalou-se para passar ali a noite."
Bom, isso eu já tinha feito, mas aparentemente a minha missão estava incompleta porque a minha irmã me deixou um comentário dizendo que eu ainda tenho que escrever um post a respeito do meme, e repassar o dito cujo para outras 5 pessoas. Bom, o post está aqui. Agora, ao invés de passar a brincadeira adiante para cinco pessoas específicas, prefiro deixar em aberto, para quem quiser participar. Eu não sou muito chegado em brincadeiras de corrente, por mais bem intencionadas que sejam, porque a gente sempre acaba forçando alguém a fazer algo que ele/ela talvez não queira ou não tenha tempo. Sempre evito ao máximo entrar em correntes, e quando passo algo é porque fui tomado pela superstição. Não quero ter esta responsabilidade toda, ainda que seja a título de brincadeira. Como já percebi que a maioria das pessoas que interagem comigo aqui no blog já participaram do meme em questão, então vou deixar assim, ao ar, para que algum leitor novo, se é que ele existe, tome as rédeas da coisa e siga em frente com a brincadeira. Boa sorte, caro leitor.
Este na verdade não foi o primeiro meme com o qual eu me deparei aqui nesta coisa chamada blogosfera. Outro dia, lendo o blog da Mulher de 30 anos (veja o link ao lado… e a propósito – e A já vai reclamar que eu estou me desculpando de novo - , desculpem-me por favor de não estar criando os devidos hiperlinks e preguiçosamente empurrando o leitor para a tabelinha de blogs ao lado, mas eu sou mesmo preguiçoso, não tenho as manhas de ficar criando hiperlink aqui), encontrei outro desafio, deixado assim também, em aberto, para quem quisesse responder. É para contar oito coisas da minha vida que ninguém saiba ainda. Olha,meme difícil esse. A maioria das coisas da minha vida já são públicas, se alguém ainda não sabe é apenas porque está mal informado. E as coisas secretas são secretas porque eu assim as quero. Há coisas de minha vida que ninguém sabe, ou quase ninguém, e vão continuar não sabendo, porque eu nunca vou contar, he he he.
Então deixa eu pensar em oito coisas que possam ser divulgadas mas que estejam no limbo da minha biografia…
1 – Tem alguém aí que ainda não sabe que eu morei na Califórnia quando era criança? Foi em Anaheim, perto de Los Angeles, eu tinha entre 11 e 12 anos, e morei lá por alguns meses junto com minha irmã e com minha mãe, na época casada com um americano. Passei o dia de Natal de 1982 na Disneyland e me lembro que foi o dia mais feliz da minha vida de criança.
2 – Eu cheguei a frequentar aulas do primeiro ano dos cursos de Jornalismo, Administração de Empresas, e até mesmo Arquitetura. Alguém ainda não sabia disto? Eu me formei em Belém em Direito, embora quisesse fazer Arquitetura. Depois me arrependi, mas por pressão da família decidi terminar o curso. Anos depois, já morando em São Paulo, me matriculei no curso de Administração da Mackenzie, mas não gostei e larguei; depois me matriculei no curso de Jornalismo da Cásper Libero mas não consegui conciliar com o trabalho e larguei também. Por final tentei Arquitetura na São Judas Tadeu, fui aceito no curso e frequentei a primeira semana de aulas, mas me senti tão deslocado no meio de todos aqueles adolescentes cheios de fórmulas ainda fresquinhas na cabeça que desisti. Ah, também fiz um ano de Hotelaria na FAAP e mais um ano de fotografia na Escola Panamericana de Artes. Também deixei. Só depois disso que eu resolvi ir fazer mestrado na Holanda. Até hoje me arrependo de não ter cursado Arquitetura.
3 – Eu tenho ascendência holandesa, embora não tenha como precisar. O meu bisavô paterno era filho de um marinheiro holandês, que passou pelo Brasil no final do século XIX e engravidou a minha tataravó. Sim, o meu bisavô materno era filho bastardo. Isto foi um segredo de família até que algum tempo atrás minha avó me confessou que esta era na verdade a mais provável explicação para a nossa origem holandesa, sempre alardeada, mas nunca comprovada. E quem vê a minha avó não duvida, com seus olhos verdes e seus cabelos claros, ela é uma holandesinha perfeita.
4 – O meu sobrenome paterno, Fontelles, é de origem catalã. Eu um dia resolvi fazer uma pesquisa a respeito e encontrei uma série de informações já compiladas por um primo pernambucano, às quais adicionei outros achados. Assim sendo, os Fontelles do Brasil são descendentes de um certo Manoel Fontelles, vindo de Portugal em 1687. Mas na origem o nome é catalão, mais provavelmente da região da cidade de Lleida (Lérida), único lugar onde se encontram "Fontelles" com uma certa regularidade. Há também uma caverna em Ibiza chamada de Ses Fontelles. E para quem não sabe, o último presidente do Parlamento Europeu (antes do atual), Josep Borrell, catalão, é na verdade Josep Borrell Fontelles.
5- O meu nome de família materno, Lobo, é inventado. Lobo era o apelido do meu tataravô, que trocou de nome (originalmente Machado ou Menezes ou Barros) para fugir da perseguição da família em Portugal, que estava atrás do seu dinheiro. Segundo o meu falecido avô materno a nossa família em Portugal era de origem aristocrática mas falida, e o meu tataravô era o único que ainda tinha posses. Mas isso eu não sei se é verdade ou sonho de uma noite de verão do meu avô. Também pouco me importa, fica a anedota.
6 – O meu signo solar é Touro, o meu ascendente é Peixes e eu tenho a Lua em Virgem. Isso deve explicar o porquê de eu ser tão teimoso, ranzinza e crica, ou seja, um chato perfeito, que nunca está plenamente satisfeito com nada. Verdade seja dita: eu me identifico plenamente com todas as caracterizações feitas sobre o signo de Touro. Ah, e eu sou o javali no horóscopo chinês, embora não saiba bem o que isso significa.
7 – Eu não sou nem um pouco romântico e sou avesso a qualquer forma declarada de romantismo, não tem muito a ver comigo. Detesto manifestações públicas de afeto. M reclama que na nossa relação eu é que sou o alemão, tamanha a minha frieza. Mas já fui o objeto de ações totalmente românticas no passado: já tive alguém me esperando com um bouquet de flores em um aeroporto, já tive um caminho de pétalas traçado para mim desde a porta do apartamento onde eu estava até a mesa com o meu bolo de aniversário e já recebi declarações de amor ao pôr do sol, na beira da praia. E inversamente, também já escrevi uma carta de amor de 64 páginas. Foi uma relação curta, mas foi pra lá de intensa. Terminou mal, como terminam todas as histórias deste tipo. Mas hoje, passados quase 10 anos, posso dizer que foi-se o rancor, e ficaram as boas recordações.
8 - Para a lista das revelações picantes (e tem mesmo alguém aí que ache isto picante???): o lugar mais inusitado em que eu já transei foi… um pasto na Inglaterra, a uns 50 km ao sul de Londres e a uns 50 metros das vaquinhas mais próximas. Simplesmente porque estávamos tão cheios de tesão um pelo outro que não conseguimos esperar até chegar na cidade. Foi ali mesmo. Paramos o carro, atravessamos a cerca, estendemos uma toalha... e mandamos ver. E foi bom (e quem disse que os ingleses não dão conta do recado...?). Acho que as vaquinhas gostaram do show inusitado, porque elas ficaram nos olhando o tempo todo. Aliás, devo dizer que sempre me senti atraído pelo "contato com a natureza": posso incluir na minha lista um parque nacional na Holanda, uma praia na Bahia, um rochedo na Grécia e um lago na Alemanha, entre outros…
Bom, está completa a minha lista. Será mesmo que tudo isso é do interesse de alguém? Eu desconfio seriamente que não.



4 comments:
Ha! Algumas coisas em comum, que engraçado!
1-passei alguns meses nos EUA com minha mãe e minha irmã. Mas o ano era 1977, ficamos em Chicago e a Disney a que fui foi a da Florida.
2-Também me matriculei em várias faculdades, uma delas jornalismo na Casper Libero, noturno. Fiz uma semana de aulas e não consegui mais ir. Pq estava cursando Odonto na USP ao mesmo tempo de dia (que também larguei)
3-Signo de Virgem, ascendente Peixes e Lua em Peixes. E como nascemos no mesmo ano, também Javali no chinês.
o quê, vc tb fez jornalismo na Cásper? Quer dizer que o seu "stalking" já vem desde aquela época... ai que medo!!!!! (só falta agora descobrir que na verdade sou eu que estou te perseguindo, he he he... a grande virada da história!);-)) LOL
XXX/A
Tu vê? Isso foi em 89. Eu morava praticamente atrás do prédio da Gazeta, e na minha cabeça de 18 anos eu ia sim conseguir passar o dia inteiro na USP e ainda fazer jornalismo das 19h às 23h...heh.
[...Bom, está completa a minha lista. Será mesmo que tudo isso é do interesse de alguém? Eu desconfio seriamente que não.]
** ADOREEEEEEI !!!!! **
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