
Às vezes eu queria ser um monge budista, morar em um convento no Nepal ou Tailândia ou coisa parecida, bem no meio de uma floresta ou no alto de uma montanha, bem longe da civilização, bem longe da maldade e da mesquinharia humanas.
A maldade e a mesquinharia do homem continuam a me assustar. Quisera eu ter atingido a fase, se é que ela existe (espero que sim), em que este tipo de coisa não me incomodaria mais, não me revoltaria mais, não doeria mais tão fundo no coração.
Eu tenho alguns poucos amigos, amigos maravilhosos que me mostram todos os dias que o ser humano pode ser pleno de bondade, carinho, amor. Tenho uma família querida cujos parentes mais próximos me mostram o mesmo. Mas ao mesmo tempo, há um mar de "conhecidos" aí fora, uma multidão sem cara específica, um punhado de gente do qual na maior parte das vezes só vem dor de cabeça, stress, intriga, mentira, inveja, mesquinharia, maldade. Ô bicho ruim, o homem.
Por que as pessoas se incomodam tanto com as outras? Por que tanta intriga? Por que a felicidade alheia incomoda tanto? Eu acho absolutamente incrível, e ao mesmo tempo desgraçadamente real, que tanta gente desperdice tanto tempo e energia em complicar a vida dos outros. Como se os próprios problemas já não bastasse??
Ontem fui vítima de uma intriga que me causou muita dor de cabeça, muita tristeza, muita revolta. Uma sequência de fatos aleatórios que em si nada significam, mas que um e outro neguinho aproveitam para criar caso. Falta do que fazer, deve ser. Eu realmente não consigo entender esta faceta da alma humana. Isto é algo que felizmente eu nunca tive em mim. Tenho inúmeros defeitos, alguns bem ruins mesmo, posso ser egoísta, individualista, distante, mas intrigueiro, fofoqueiro, maldoso, isso eu nunca fui. Tenho mais o que fazer, a minha vida já me dá dor de cabeça o suficiente.
Ah, a raiva que isso tudo me dá. A raiva que este tipo de gente me dá. A hipocrisia, a mesquinharia, a mediocridade, a malvadeza. Um comentariozinho maldoso aqui, uma risadinha ali, uma falsa verdade jogada no ar, um disse que me disse, um "vi não sei quem não sei onde"e pronto, está feito o estrago, principalmente quando se lida com emoções. Este tipo de gente que não tem dó do sofrimento alheio, que se diverte em causar mal aos outros. Este tipo de gente me cansa. Este tipo de gente do qual eu teimo em fugir, fugir, fugir, e que parecem que vêm atrás, porque na verdade estão em todo lugar, estão em toda parte, como aranhas negras prontas pra tecer a teia venenosa sobre a primeira vítima que aparece, apenas por prazer deve ser, por pura diversão, eu realmente não entendo, eu não entendo e eu me revolto, a injustiça me revolta.
Às vezes eu tenho a impressão que de infelizmente este tipo de gente é ainda mais comum no mundo gay, acho que talvez porque haja tanta gente infeliz, insegura e encucada neste meio sórdido. Quanto mais o tempo passa, quanto mais eu envelheco, mais eu quero distância deste povo todo. Quando penso em todo o mal que já me fizeram, gente que abusou da minha inocência e ingenuidade, que me comeu como sobremesa. Gente que me fez tanto mal, porque eu confiei, porque eu deixei acontecer. E agora em que eu fechei as portas da minha casa a todos aqueles a quem não conheco e não confio, essas víboras venenosas acham um jeito de entrar pela janela pra depositar o veneninho diário, acho que por que caso contrário se afogariam no próprio veneno, tamanha é a virulência do mesmo.
Estas cobras venenosas estão espalhadas por toda parte, estão sempre à espera da oportunidade para dar o bote, só para não perder a "desenvoltura". Esta gente é infeliz e se diverte com a infelicidade dos outros.
Esta gentalha só merece o meu desprezo, a minha repugnância mais profunda.
Este blog é um grito de revolta. Este blog não deveria ter foto porque esta gente não merece ser fotogragada. Nada melhor que uma cobra venenosa pra ilustrar o ser humano. Se bem que eu posso até estar ofendendo as cobras. As cobras usam o veneno para a auto-defesa, os homens-cobra usam o veneno pra se divertir, pra fugir do ócio e do vazio que impera em suas vidas.
Depois dizem que eu é que sou pessimista.
Ah, se não fosse a minha família e os meus amigos pra me mostrar que vale a pena viver neste mundo infeliz. Eu tenho que me convencer disto todos os dias.
Bah.



1 comment:
compartilho totalmente a sua revolta, eu também odeio gente venenosa e falsa - e o mundo está cheio delas (e não é só no meio gay não). por essas e outras saí do orkut pra nunca mais voltar. é que descobri que o problema dos brasileiros na Holanda não são os holandeses...e sim os próprios brasileiros! e como você, também agradeço a Deus pelos bons amigos que me fazem continuar acreditando que este mundo pode ser um lugar decente pra se viver. porque cobras há por todos os lados...infelizmente.
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